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Conhecimento teórico e prático como cenário dos estágios

A Escola é uma instituição que trabalha com a socialização do conhecimento, formação de hábitos, valores e atitudes. Quando refletimos sobre o valor e o significado da ação docente, meditamos sobre o educador e a condição em que ele se encontra vinculado, a fim de que possamos realmente atingir uma práxis pedagógica transformadora, voltada a uma educação que não separa homem e mundo, mas que considera o homem e o mundo em constante interação. Por isso, a educação é uma prática social humana, sendo que a Pedagogia, como ciência da educação, estuda criticamente a educação como prática social, apoiada em diversos cenários do conhecimento.

 De acordo com Pimenta, o professor é o profissional da educação que domina determinados saberes, que, transforma e dá novas configurações a estes saberes e, ao mesmo tempo, assegura a extensão ética dos saberes que dão apoio à sua práxis no cotidiano do seu trabalho. Então, a educação é uma prática social. A docência é uma atividade complexa e altamente contextualizada. O saber do professor é construído na interação com outros saberes. O ensino/aprendizagem é um processo dinâmico, social e dialético. O professor deve se identificar com a cultura de aprendizagem do aluno e dar novo significado às suas práticas pedagógicas. Prática pedagógica que respeite o aluno como sujeito produtor do conhecimento e a escola como espaço sistemático de exercício da cidadania. Portanto, o papel do educador é fundamental na capacitação do educando, fundamentada nos conteúdos de cidadania democrática.

Baseando-se na fala acima, a relação teoria e prática, portanto é um processo que envolve uma metodologia de ensino, caracterizado pelo aprender-fazer, pelo aprender-ser, pelo aprender-conviver. Caracteriza-se por um espaço privilegiado de produção do conhecimento historicamente construído e de formação integral continuada. Cria um espaço de diálogo e de exercício democrático e participativo, dentro e fora da escola, através de atividades e diferenciadas ações, tendo como finalidade a realimentação do ensino/aprendizagem.

A prática pedagógica cotidiana deve possibilitar ao aluno o desenvolvimento do pensamento crítico, da capacidade de comunicação oral e escrita e de pesquisa. A escrita e a reflexão sobre a prática são necessárias para a construção do conhecimento e hipótese do novo fazer pedagógico. O conhecimento teórico e prático aliado ao espírito crítico são requisitos básicos para um profissional da educação nos dias atuais. O aluno/pesquisador ao aproximar-se da realidade observada busca intervir na mesma realidade que está pesquisando.

Devemos sempre lembrar, que o estágio não é um espaço apenas destinado à prática, e a sala de aula não é um local reservado somente para a teoria, há necessidade de interação entre ambos. O Estágio é fundamentalmente campo para pesquisa, formulação de problemas, coleta e análise de dados, conexão com os fundamentos teóricos e essencialmente espaço para a aprendizagem. A pesquisa é definida como uma forma de estudo de um objeto. Este estudo é sistemático e é produto de uma investigação, cujo objetivo é resolver problemas e solucionar dúvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos.
O estágio como palco de conhecimentos e núcleo curricular fundamental nos cursos de licenciaturas permite que sejam trabalhados aspectos imprescindíveis à construção da identidade docente, dos saberes e das posturas peculiares ao exercício profissional do educador. Assim sendo, o estágio pode ser caracterizado em duas dimensões: a do aprender a profissão (para os alunos que ainda não exercem a docência) e a da formação continuada (para os alunos que já são professores), ampliando a abrangência conceitual e metodológica das possibilidades de estágio.

Ref: Estágio e docência Garrido, Selma Lima, Maria S. Lucena

Por Amélia Hamze
Colunista Brasil Escola

Trabalho de Docente - Educador - Brasil Escola

  • domingo | 28/03/2010 | adolfo Garcia

    Muito claro e bem lembrado.... o estágio serve para o novo educador, serve para ser criticado, passível de intervenção e modificação. Muitas vezes os profissionais da educação perdem o senso crítico sobre o que fazem e entram num círculo vicioso sobre o que fazem e não percebem as novas possibilidades de atuação, cada um em sem saber, que a atualidade exige e cobra ferozmente. São desafios ,ligados a uma dolorosa implantação, que os novos profissionais da educação devem observar e experienciar nas suas novas práticas.

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