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A prática da rotulação no processo de ensino-aprendizagem


Não se deve priorizar este ou aquele aluno, todos são iguais


Antes de focalizarmos sobre o assunto em pauta, torna-se imprescindível que nos atentemos para a importância da habilidade intrínseca ao educador, em saber lidar com o público heterogêneo que circunda o ambiente escolar.

Referindo-nos à tal diversidade, esta, relaciona-se a uma série de fatores, como relações advindas do convívio social extraclasse e até mesmo por fatores patológicos. Tal problemática tende a se manifestar diretamente no comportamento, como também no desempenho quanto à aprendizagem.

Outro fator que também ora se manifesta de forma relevante, são os chamados juízos de valor, bastante cultuados no convívio familiar, na sala de aula e até mesmo nas avaliações. Funcionando como um estigma, acarreta em sérias consequências diante do crescimento pessoal do aluno, tornando-o inferiorizado perante os colegas que participam de seu cotidiano.

Desta forma, as relações tendem a se tornar desequilibradas diante desta prática, uma vez que o educador age de maneira indevida, no sentido de exaltar aquele aluno que se sobressai de forma contundente entre os outros, ou aquele que não consegue acompanhar o ritmo da prática educacional. Sem falar no indisciplinado, que a todo o momento sente necessidade de chamar a atenção, infringindo as normas que regem a boa conduta.

Quando nos referimos à família, inúmeras vezes presenciamos a atitude de determinados pais que se julgam incapazes de contornar o comportamento negativo dos filhos e os entregam à escola na esperança de colher bons frutos.

Todos esses procedimentos, proferidos tanto no ambiente educacional quanto no familiar, o ato de rotular parece ser oriundo de uma prática verbal, na qual o “ser” mantém posição de destaque em detrimento ao “estar”. Às vezes o aluno não obteve o rendimento almejado pelo professor naquela avaliação, mas pode ser que em outra a situação se reverta, pois tal ocorrência poderá ser fruto de uma metodologia inadequada.

Assim sendo, torna-se necessário que o educador busque alternativas eficazes no intento de suprir os obstáculos, fortalecendo cada vez mais as relações interpessoais, valorizando as múltiplas habilidades, e, sobretudo, evitando os estereótipos, buscando compreender as reais dificuldades e necessidades que permeiam o universo dos educandos.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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  • quinta-feira | 16/02/2012 | José Carlos Belan

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