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Respeitando os limites de aprendizagem de cada aluno


Cada criança possui seu próprio ritmo de aprendizagem.

Todo criança apresenta um ritmo único no processo de evolução. Cada pessoa tem uma história particular e única, formada por sua estrutura biológica, psicológica, social e cultural. Esse fato ocorre tanto no ambiente familiar quanto no escolar.

 Da mesma forma que uma criança engatinha, fala, anda etc. precocemente ou tardiamente em relação uma das outras, no processo de aprendizagem ocorre o mesmo com o aluno.

Partindo desse pressuposto eis uma questão a refletir: Enquanto educador, qual seria o melhor caminho a seguir, para que esteja preparado para respeitar o ritmo da cada aluno e saber lidar com essa indiferença?

Ao se tratar de educação não existe receita pronta. Mas isto não significa que não existem caminhos que possam ser seguidos, de maneira que venha a contribuir para atuar em situações, em especial com o ritmo de aprendizado de cada indivíduo, independente da faixa etária.

Sugere-se como ponto de partida, a elaboração de um projeto de ensino que estabeleça como objetivo, atender todos os alunos, independente da capacidade que eles venham a apresentar. Ou seja, alunos lentos ou rápidos, alunos que tendem mais para o lado competitivo ou colaborativo, alunos oriundos de famílias estruturadas, desestruturadas, que apresentem necessidades especiais, entre outros.

Considerando a escola um ambiente em que todos devem ser tratados com igualdade, o ideal é que os alunos tenham as mesmas oportunidades, porém, essas podem ser aplicadas de forma diferenciada, dependendo do ritmo de cada um.
O educador deve se conscientizar que o aluno é formado através das experiências que são vivenciadas por toda sua vida. O desenvolvimento do aluno tem uma forte ligação com o ambiente em que vive, sua relação cultural e principalmente a maneira como a família se relaciona com ele.

É fundamental ao professor o respeito ao ritmo de aprendizagem de cada aluno, sendo extremamente necessário buscar estratégias que venham melhorar o desempenho daqueles que apresentam evolução mais lenta.

Ao trabalhar com uma turma composta por alunos que possuem diferentes ritmos de aprendizagem, professores que passaram por essa vivência tiveram resultados positivos a partir do instante que começaram a aplicar diversas atividades, de conteúdos diferentes ou iguais, na mesma turma, respeitando o tempo de cada criança.

Recomenda-se também a mudança da rotina diária, colocando os alunos para trabalharem em forma de grupo, dupla, individual, ambientes e atividades diferenciadas como laboratórios, teatros, quadra, jogos didáticos, dança, música, etc., variando conforme a necessidade, tornando a aula diferente e prazerosa. Vale ressaltar que a criatividade do professor é um dos pontos chaves para lidar com esse tipo de situação.

Boa Sorte!

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

 Orientações - Educador - Brasil Escola

  • domingo | 23/05/2010 | Rudney Marinho...

    Parabens pelo tratamento dado ao tema, sou professor de Historia e geografia, trabalho com alunos do curso de Magisterio que a cada ano buscam mais e mais, recebemos alunos com Licenciatura em Pedagogia e ate mesmo com especialização, discutimos muito a questão das multiplas inteligencias, fica evidente que o educador deseja alunos padronidados, mas cada um tem seu tempo. Apostei muito a educação de meu filho em uma rede de ensino, mas fui obrigado a passar para outra rede, no entanto ele chegou com um deficit muito grande, e ainda a escola não esta preparada para as diferenças de limites de aprendizagem. Professor Dr. rudney Marinho de souza

  • quarta-feira | 03/03/2010 | Noemia Novaes ...

    Enquanto educadora tenho vivenciado mudanças profundas no ensino aprendizagem, principalmente na implantação do ensino médio integrado profissional na rede estadual de ensino o qual delimita uma série de disciplinas profissionais com uma carga horária bem acentuada para ser ministrada num tempo também determinado e não há seleção para classificar os alunos como o faz as escolas técnicas federais. Eu me pergunto se os ritmos de aprendizagem desses alunos serão respeitados já que a maioria deles chegam no ensino médio com uma defasagem muito grande de conteúdos das séries do ensino fundamental.Alunos que mal sabem ler e escrever. É possível então atender a todos no tempo previsto com uma formação de qualidade para atender as exigências do mercado de trabalho? Além dos alunos com má formação dos conteúdos básicos: leitura e escrita atendemos alunos especiais de toda natureza sem nenhum recurso pedagógico. As escolas federais nivelam os alunos através de processo seletivo e as escolas estaduais receberão a todos independentemente de classe social, credo, cor...seja lá o que for para ingresso nos cursos que contemplam as disciplinas técnicas. Se alunos apresentarem ritmos diferenciados impossibilitando-os de proseguirem em outras disciplinas o que faremos com esses alunos? Já que a escola possui cronogramas de avaliações e preenchimentos de documentações,conforme exigencias das secretarias de educação ? Como resolver pendências dessa natureza se o ritmo dos " alunos" não são respeitados?

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