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A Educação e os Livros Paradidáticos

Desde os tempos mais antigos, por volta do século XV, as crianças eram vistas como miniaturas de adultos e não recebiam uma educação voltada para seus interesses, mas através da rigidez pertinente a seus pais.

O livro infantil foi um dos instrumentos que trouxe significativas mudanças no contexto social da criança, pois por volta do século XVII já existiam textos voltados para a educação dos infantes.

Dentre os principais autores, podemos destacar Hans Christian Andersen, que escrevia histórias voltadas para a educação, através dos valores. Seus principais contos são: O Patinho Feio, que retrata a discriminação; O Soldadinho de Chumbo, numa demonstração das diferenças físicas; As Roupas Novas do Imperador, retratando a farsa entre um ladrão que engana o rei, dentre outras.

Nessa época já podíamos ver a função pedagógica das histórias, a fim de educar as crianças através dos fatos que aconteciam nos contos. Hoje, essas não possuem um sentido diferente, pois trazem personagens que agem sem refletir sobre suas atitudes, prejudicando os outros.


Paradidáticos e valores – uma forma de levar o aluno à reflexão

Segundo os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, os livros paradidáticos têm exatamente a função de oportunizar aos professores o desenvolvimento de trabalhos voltados para valores como: bondade, amizade, respeito, honestidade, ecologia, meio ambiente, poluição, dentre outros.

A intenção dos livros deve ser a de trabalhar o lúdico, sem deixar que as crianças percebam outro sentido nos mesmos. Se o professor der muita ênfase aos valores morais das histórias, elas poderão tornar-se chatas para os alunos, criando uma aversão pelas mesmas e distanciando-se dos livros literários.

Em A Galinha Ruiva, recontado por Elza Fiúza, pode-se mostrar o quanto é importante as pessoas se ajudarem, para depois manterem uma amizade saudável. Lalá a Latinha de Lixo, de Socorro Miranda, apresenta uma abordagem sobre a poluição e a reciclagem do lixo. No livro Se Ligue em Você, tio Gaspa fala de uma luzinha que todo mundo tem dentro de si, que acende e apaga, dependendo das emoções que sentimos. Na coleção de Brian Moses e Mike Gordon, em quatro volumes, encontramos valores como convivência e educação, responsabilidade e solidariedade, respeito e mentira e desprezo.

Dessa forma, a sala de aula serve de instrumento para um trabalho educativo de qualidade, desenvolvendo valores éticos e morais nos alunos, trazendo discussões acerca de fatos que acontecem no nosso cotidiano, fazendo com que repensem suas atitudes com os colegas, professores e família.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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Orientações - Educador - Brasil Escola

  • quarta-feira | 05/03/2014 | ANGELICA

    Muito bom, tirou minhas duvidas!!

  • quinta-feira | 15/12/2011 | bruna duarte b...

    legal apreti muito

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