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UAB oferecerá especialização em educação do campo

18/02/2009 15h27 - Atualizado em 18/02/2009 15h30
 
A Universidade Aberta do Brasil (UAB) começa este ano a especialização em educação do campo nas cinco regiões do país. O curso atenderá 3.280 professores da educação básica que lecionam em escolas rurais nos municípios próximos a 77 polos da UAB. A formação a distância será feita por oito instituições públicas de ensino superior integrantes da Rede de Educação para a Diversidade.

Os coordenadores dos cursos de especialização na temática do campo das oito instituições de ensino superior estão reunidos em Brasília, até esta quarta-feira, 18, para definir a formação de tutores e apresentar o calendário das aulas. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), por exemplo, fará o curso de abril de 2009 a setembro de 2010. Os 350 professores selecionados pelos municípios para o curso a distância da UFES serão atendidos em dez polos da UAB no estado.

Participam do encontro, coordenadores das universidades federais de Alagoas (UFAL), que formará 100 professores, em dois polos; do Espírito Santo (UFES), 350 professores, em dez polos; do Paraná (UFPR), 350 professores, em dez polos; de Mato Grosso do Sul (UFMS), com 250 professores e oito polos; de Brasília (UnB), com 100 professores e quatro polos; as universidades estaduais de Montes Claros (Unimontes/MG), com 780 professores e 13 polos; e do Maranhão (Uema), com mil professores e 20 polos; e o Instituto Federal do Pará, que atenderá 350 professores em dez polos.

Para os docentes com ensino médio, o ministério criou uma licenciatura específica, também oferecida por universidades públicas. Em 2009, além da especialização, o MEC lançará editais para cursos de aperfeiçoamento em educação do campo com carga horária de 180 a 220 horas, via UAB.

Atualmente, as escolas do campo somam mais de 40 mil professores sem licenciatura. A maioria leciona sem qualificação adequada à escola rural, além de não ter curso superior.

Por Gabriele Alves
Equipe Brasil Escola
  • domingo | 26/07/2009 | Tânia Alberto

    Penso que a discussão sobre a educação do campo e sua respectiva formação deve atingir também aos docentes que atuam na formação de professores. Atuando na formação de docentes na rede estadual do Rio de Janeiro, entendo que também no RJ devemos discutir a educação do campo. Aqui também tem área rural, camponeses, assentamentos, ocupações e não há mais como negar a existência do campo no RJ.

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