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A Nova Formação Continuada


Fique de olho na sua formação

Nos longos anos de educação ouvimos críticas a respeito das formações dos professores, da capacitação profissional, se as práticas docentes atingem ou não o aprendizado dos alunos. O que nem sempre isso é possível, pois o Brasil é um país que não investe em educação, não apresenta projetos consistentes na área, muitas vezes ficando os mesmos apenas na idealização, ou seja, no papel.

Com isso, as críticas voltam-se para os profissionais – professores, coordenadores e diretores de escola, que pouco tem culpa, uma vez que não recebem apoio do governo para se qualificarem melhor.

Além disso, os cursos de licenciatura estão em níveis péssimos, principalmente nas universidades particulares, totalmente desarticulados da realidade que o país apresenta, não acrescentam experiências concretas aos universitários, não exigem habilidades e competências para o exercício da profissão, simplesmente formam, formam e formam.

É mais importante ter um diploma universitário debaixo do braço ou num quadro em uma parede, do que se atingir qualificação profissional, mesmo que técnica, mas que possibilite o exercício sério e qualificado de uma profissão, que traga realização profissional e não só o salário no final do mês.

Na tentativa de reverter essa situação, o mais interessante seria o desenvolvimento de programas de apoio pedagógico e de formação, voltados para a educação pública no país.

Segundo o educador Luis Carlos de Menezes, da Universidade de São Paulo, o principal seria “reforçar imediatamente a capacitação e as práticas escolares, enquanto se reformulam os cursos de graduação”.

Nessa visão, já é possível encontrar em algumas Secretarias de Educação cursos voltados para o aperfeiçoamento profissional, tanto de professores como de gestores.

A janela principal dessa história deve se tornar porta de entrada para a qualificação, sem deixar que o idealizado caia no esquecimento. Promessas do Ministério da Educação, voltadas para esse fim, já existem. Basta que saiam do papel e sejam executadas.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Gestão Educacional - Educador - Brasil Escola

  • terça-feira | 10/05/2011 | Geraldo Alves ...

    É bem verdade que estamos distantes de sermos uma nação com investimentos sérios em educação, mas é bom lembrar que essa iniciativa ainda que tímida começa a aparecer com mais firmeza, basta apenas e tão somente que a sociedade ajude nas cobranças e participação popular.

  • sexta-feira | 18/02/2011 | Sandra

    Creio que independentemente de pública ou particular de onde sai o profissonal, a realidade nao estará passiva e estável, será que podemos dizer que essa ou aquela instituição não tem capacidade principalmente particulares para formação, se a educação mesma em todo seu contexto nao ficou nos tempos de antigamente, é um processo continuo e que consiste em vive-lo de acordo com a realidade, sempre estaremos presenciando coisas novas, a realidade de hoje não é a dos anos 80,90 e muito menos do ano de 2020, a realidade por sua vez comanda não só a educação mas o mundo em vários aspectos, a educação ainda é e sempre será um processo por todos os anos discutido e reformulado, os estágios são uma forma de levar os acadêmicos ao que se está mostrando nesta ou naquela escola. E todas as instituições fazem isso, é para isso que serve o estágio, mas é como afirmo estágio e realidade se desviam, pois hoje eu como estagiária vivo uma coisa, mas como professora em sala a realidade é todos os dias, na questão de formação continuada, é necessária e muito, mas falar e criticar é facil, lutar pela classe que faz parte é outra, a deficiência na formação continuada e em investimentos vem desde sempre, afirmo que tudo que vive e aprende nas universidades mesmo particular é de muito mérito, mas infelizmente elas não podem colocar seus acadêmicos na perfeição, ja que os que já se formaram e que tem anos de experiência até mesmo dentro do ensino superior, pode apresentar falta de dominio de conteúdo e do que faz, este seja formado em pública ou particular.

  • quinta-feira | 04/03/2010 | Sonia G. Da Si...

    adorei o texto pois estou passando por isso sou P.E.B I da rede municipal e nunca posso me reciclar

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