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Estrutura química do cabelo


O cabelo é pura química.

Se você que é professor de Química e não sabe quais artifícios usar para tornar a aula mais interessante e ganhar a atenção da turma, que tal apelar para a química presente no próprio corpo de seus alunos? Como seria para eles descobrir que seus cabelos escondem uma variedade de compostos orgânicos? O que vamos expor a seguir pode se encaixar de forma perfeita no conteúdo de Química Orgânica.

O cabelo, desde a raiz até as pontas, é formado por estruturas orgânicas, o que há de surpreendente é que até a oleosidade presente nos fios conta com substâncias químicas para ser formada. Há quem diga que odeia o aspecto oleoso de seus cabelos e é comum ouvir a seguinte reclamação: acabei de lavar o cabelo e já está com aspecto de sujo, harg! Pois saiba que o óleo (sebo) expelido pelas glândulas capilares contribui para a proteção do fio de cabelo, mas como? As glândulas sebáceas produzem no couro cabeludo uma camada de gordura que reveste a cutícula dos cabelos (camada externa do fio) e age no sentido de evitar a perda de água contida no interior do fio. A umidade capilar contribui para tornar o cabelo macio e brilhante.

Mas qual a composição do sebo secretado pelas glândulas sebáceas? Ele é formado basicamente por hidrocarbonetos com fórmula C30H50, e mais:
50% de glicerídios;
20% cera;
10% de esqualeno (C30H50) e
5% de ácidos graxos.

E a composição do cabelo não para por aí, os fios capilares são constituídos por proteínas que se ligam entre si para formar longas cadeias através das ligações: ligação dissulfeto, ligação iônica e ligação de hidrogênio. Como já foi dito, da raiz às pontas das madeixas a química está presente, veja como: a raiz contém ligações de hidrogênio, até a metade dos fios existem as ligações iônicas e, nas extremidades, as pontes dissulfeto (S – CH2) completam a estrutura capilar.

Depois da demonstração orgânica sobre o cabelo, será possível introduzir conceitos relacionados à composição química das outras partes do corpo humano, como unhas e cartilagens, por exemplo, explore a união entre a anatomia e a química e tenha uma boa aula interdisciplinar.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

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