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As relações entre Brasil e Paraguai


Solano, Stroessner e Fernando Lugo: diferentes momentos nas relaçôes entre Brasil e Paraguai.

O trabalho com temas históricos pode ser otimizado com a proposição de atividades que observem um mesmo objeto histórico ao longo de várias décadas. Nesse tipo de exercício, o professor pode incentivar seus alunos a compreender de forma mais clara que a história, sob os seus aspectos mais fundamentais, pode ser vista enquanto um campo da ciência preocupada em apontar e interpretar criticamente as transformações humanas ao longo do tempo.

No estudo das relações políticas entre o Brasil e o Paraguai, o professor tem uma excelente oportunidade para aplicar esse tipo exercício reflexivo. Para não estender demasiadamente o tema, a aula pode ser pontuda em três momentos dessa relação: a Guerra do Paraguai (1864 – 1870), o período da ditadura militar e o atual governo do presidente paraguaio Fernando Lugo.

Através da proposição de um trabalho, o professor pode requerer inicialmente um relatório geral sobre esses distintos momentos históricos destacando os aspectos mais gerais de cada um desses períodos. Após a conferência dessas informações gerais, o professor pode promover um debate ou um roteiro de questões buscando a comparação entre as informações levantadas em cada um dos relatórios.

Ao tratar da Guerra do Paraguai, o professor pode assinalar a disputa territorial vivida entre Brasil e Paraguai. Nesse aspecto, o professor pode questionar quais foram as diferentes políticas adotadas por cada um dos países com relação à utilização da Bacia Platina. Enquanto o Brasil requeria a livre-navegação para a conservação de seus interesses econômicos na região, o Paraguai – então administrado pelo ditador Solano Lopez – pretendia expandir seus territórios e controlar a navegação na região platina.

O conflito acabou com a vitória dos exércitos brasileiros e acarretou na total aniquilação das forças produtivas e do capital humano da nação paraguaia. A partir disso, as relações entre brasileiros e paraguaios foram totalmente rompidas, trazendo um período de grande indiferença entre tais nações. No entanto, o afastamento político chegou ao seu fim quando Brasil e Paraguai, na década de 1970, passaram a viver sob a tutela de regimes ditatoriais.

A aproximação entre os dois países aconteceu no momento em que o Brasil pretendia desenvolver sua economia através de grandes obras públicas, e os paraguaios buscavam dar fim à dependência em relação à Argentina. Por outro lado, as duas ditaduras também buscavam cooperação com o objetivo de delatar e perseguir os seus respectivos inimigos políticos. Por fim, essa parceria resultou na construção da Usina de Itaipu e a construção da Ponte da Amizade.

Com isso, o professor pode demonstrar aos seus alunos como a transformação dos contextos políticos em cada país possibilitou tal mudança. Por fim, esse trabalho pode ainda questionar se as relações amistosas entre os países se mantêm da mesma forma após a eleição do presidente Fernando Lugo. Nesse instante, pesquisando notícias recentes, o professor pode questionar qual a postura adotada desse presidente com relação ao Brasil.

Percebendo as especificidades de cada um desses momentos, o professor pode exercitar a capacidade crítica e necessária à compreensão do passado e sua relação com os contextos atuais.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


História - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

  • domingo | 02/05/2010 | Carlos

    Fraquíssimo artigo sobre as relações Brasil Paraguai, pois o posicionamento do professor é de cunho ideológico comunista, sem o menor compromisso com a verdade dessas relações. Lamentável a falta de honestidade histórica.

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