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Analisando Idiogramas


Idiograma

Em todos os componentes, a necessidade de realizar momentos de vivência em relação ao conteúdo estudado favorece que este seja não apenas decorado, mas internalizado. Muitos são os momentos em que temos dificuldade de encontrar recursos para tornar a aula mais atrativa, principalmente para jovens que, com os adventos da tecnologia, não se conformam apenas em visualizar imagens ou assistir vídeos.

Quando se fala em processo hereditário durante as aulas de genética, devemos aproveitar determinadas brechas para propiciar um gancho no conteúdo, a fim de atrair a atenção dos alunos para o assunto estudado. A proposta de analisar idiogramas pode contribuir para despertar alunos que apresentam maiores dificuldades em relação ao estudo da Biologia, ao promover o entendimento prático da matéria.

Para a realização da atividade serão necessários poucos e práticos materiais: papel, tesoura e cola. O idiograma é a análise dos cromossomos de uma determinada espécie, então podemos, ao iniciar o estudo sobre os cromossomos, realizar parte das intervenções ou mesmo das dinâmicas de ensino através de um trabalho conjunto com o modelo a ser construído.

Grande é a variedade de idiogramas disponibilizado nos sites de busca, como o Google, por exemplo. Aproveite e escolha o que lhe convier, utilizando sua matriz como molde. Busque nos idiogramas humanos dois modelos, um organizado, com os cromossomos já separados e numerados; e outro com eles misturados. Caso não encontre, imprima duas folhas com eles já organizados, recortando uma para apresentar os cromossomos misturados.

Finalizada a primeira etapa de montagem das matrizes, agora é só copiar as matrizes para os alunos. O trabalho pode ser organizado em grupos ou individualmente, e seria interessante se disponibilizasse algumas perguntas para serem respondidas ao final de cada etapa da aula.

A apresentação da proposta aos alunos é fundamental. Relembre assuntos como mitose e meiose, fecundação, hereditariedade e fale sobre algumas doenças cromossômicas, como a síndrome de Down. Organize os alunos em grupos, se este for o caso, e distribua a primeira folha com os cromossomos “bagunçados”. Peça aos alunos para contarem quantos cromossomos têm na folha e observarem seu formato.

Após esse momento de dúvida em relação ao que irão fazer com aquela folha cheia de figurinhas, distribua a folha com o modelo já organizado. Peça inicialmente para que numerem os cromossomos de acordo com suas semelhanças. Finalizada essa etapa, peça que não recortem os cromossomos e passe algumas questões sobre a estrutura dos cromossomos, a posição dos centrômeros, os homólogos e etc.

Para a aula seguinte, corrija as atividades e solicite que retornem aos grupos e que peguem as folhas novamente. Não se assuste se alguns grupos já tiverem recortado os cromossomos e os tiverem deixado prontos para colar. Caso isso ocorra... nosso objetivo está sendo atingido!

Com o material na mão, peça que organizem os cromossomos de acordo com a folha modelo ou, caso o modelo apresente apenas um cromossomo de cada, que colem os pares.

Ao final da aula recolha e exponha os trabalhos realizados e não se esqueça de uma pequena tarefa sobre as fases da mitose. E quem sabe, para uma próxima aula, você possa providenciar um idiograma de uma pessoa que apresente uma doença cromossômica?

Fabrício Alves Ferreira
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

Biologia - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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