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A Aceleração da Gravidade

Em uma aula sobre aceleração da gravidade, é interessante fazer indagações de fatos simples que possam ser associadas ao conteúdo. A queda de uma borracha, o porquê de uma pessoa não cair ao estar em um dos polos terrestre (de cabeça para baixo), o girar da Lua em torno da Terra e outros fatos que nos cercam rotineiramente e que podem ser associados à aceleração da gravidade.

Os livros citam a aceleração da gravidade como sendo 9,8m/s² (proximidades terrestre) em valor aproximado, e em grande parte dos exercícios listados o valor é arredondado para 10m/s².
Fazendo um início de aula com indagações e uma introdução teórica agregando os princípios fundamentais para a compreensão deste conteúdo (lançamento vertical e queda livre), os alunos aceitarão que a aceleração da gravidade é aproximadamente 9,8m/s² e que o arredondamento deste valor para 10m/s² facilitará a resolução dos exercícios propostos pelo livro.

Para uma melhor compreensão de onde vem o valor 9,8m/s² e que este valor sofre variações, mesmo que seja na superfície terrestre, um simples experimento pode ser realizado como complemento de conteúdo com a finalidade de determinar a aceleração da gravidade. Os aparatos necessários para realização desta tarefa são: trena (régua), cronômetro, esfera (bolinha de gude).

Divida a sala em grupos de três alunos. A tarefa consiste em abandonar a esfera de uma determinada altura pré-estabelecida e
marcar o tempo de queda entre o momento do abandono (velocidade inicial igual a zero) e o momento em que a esfera toca o solo.
Para que todos trabalhem, cada aluno terá uma função: soltar a esfera – marcar o tempo de queda, anotar os dados obtidos ocupará todos componentes do grupo, evitando que haja perda do foco.

O abandono e a marcação do tempo de queda devem ser feitos, no mínimo, 50 vezes e anotados em quantidade iguais.
Utilizando a expressão a = 2s/t², peça para que cada grupo determine a aceleração da gravidade de cada queda da esfera e posteriormente faça uma média aritmética com os valores obtidos.


Torre de onde Galileu Galilei fez experimentos relacionados à queda livre*

O objetivo é que eles (alunos) percebam que o valor obtido é diferente do usual; que as forças dissipativas influenciam na obtenção deste valor experimentalmente e que mesmo se não houvesse forças dissipativas atuando no experimento, teríamos valores diferentes de 9,8m/s², pois a aceleração da gravidade não é constante em toda a superfície terrestre.

Por Frederico Borges de Almeida
Graduado em Física
Equipe Brasil Escola

Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

  • quinta-feira | 10/04/2014 | silvestre

    muito bom

  • terça-feira | 11/06/2013 | ana paula

    muito bom isso.

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